sexta-feira, 5 de junho de 2015

Deuses de Dois Mundos - Livro da Morte - Exclusivo para o Literatura de Cabeça



Deuses de Dois Mundos
O Livro da Morte De Boa Prosa - 342  págs.
Por Renata Margaria

www.literaturadecabeca.com.br

Não existe imaginação para escrever algo novo e não parecer redundante a respeito dessa obra de PJ Pereira. Tudo que parece poder ser escrito sobre esse livro foi pouco e todo mundo já falou.
O que pensar  a final?
Os dois primeiros livros já são surpreendentes. O terceiro não consigo descrever, mas tenho que fazer.
PJ Pereira foi simplesmente FENOMENAL.
 Senti uma  dor absurda ao ouvi-lo recitar o prólogo do livro no dia 11 de maio de 2015, na Livraria Cultura em São Paulo e descobrir que ele não estava brincando. Era o final do livro nas primeiras páginas.  Eu estava em choque. Como assim? Não pode! Não é a regra. Fim é no fim. Não para DDDM 3 e não para PJ.
Sem sombra de dúvidas, foi um dos livros mais inteligentes que eu já li na vida. E que venham os defensores da literatura erudita dar o contra. Vamos discutir conteúdo literário sem problemas.
Mas, aqui seria uma resenha. Resenhar esse livro não tem graça. Alias, acaba com a graça. Mais fácil fazer um manual de instrução.
1.       Abra a sua mente. O começo é o final, mas o final não é necessariamente o começo;
2.       Leia até a última página. (última mesmo, aquela que fica antes da contra capa);
3.       Atenção é a palavra de ordem: perdeu uma parte, deixa de entender o livro inteiro;
4.       Não julgue o livro pela capa. Logo você entende o porque.
Vamos lá e rapidamente.
New volta 10 anos depois e o livro passa contanto tudo o que aconteceu na ordem de publicação de um blog onde ele e Laroiê(Exu) voltam a se comunicar. E é por esse blog que New relata todos os acontecimentos. Entenda, o livro segue a ordem do blog, ou seja, da ultima para a primeira postagem. Aí está o porquê do prologo ser o final do livro. Final não exatamente.
Enquanto isso no Orum, os Orixás ainda tentam resolver  a disputa a respeito do Direito Sobre o Destino. E com o decorrer das páginas o leitor acaba  conhecendo as peculiaridades de cada Orixá e quem na verdade é Exu. A disputa entre homens e mulheres, as conversas de Nanã com Oxalá, as explicações nas entrelinhas mostram nitidamente que é mais que um livro maduro. É um livro que despe todo o preconceito que existe a respeito de uma cultura que é muito rica e mal explorada. Plagiando J.J Benitez, em seu livro “Operação Cavalo de Tróia 1” - Se o leitor não quiser acreditar em nada do que está escrito aqui, leia o livro como uma extraordinária ficção. (algo parecido com isso). Na verdade, é uma ficção com um fundo de verdade ou uma verdade contada na linguagem da ficção.
 As inversões de tempo e o entendimento do que ocorre no mundo daqui e no mundo de lá faz com que o livro passe a ser quase uma parte integrante do corpo do leitor, cada página é mais um nozinho que amarra os olhos as letras. Impossível parar de ler até a última página.
O que dizer a respeito?
Não gostaria de esperar muitos anos para ler PJ Pereira novamente.
Se o autor agradeceu a todos os seus leitores, nós leitores agradecemos a ele por dedicar seu tempo para o nosso entretenimento e conhecimento.


Volto em breve!!! Beijos!!!!!!!!!!!!!!!